Introdução
O mercado de capitais brasileiro atravessa uma grade evolução em transparência com a Resolução CVM 193. A partir de 2026, o que antes era um reporte qualitativo agora se torna um Relatório de Informações Financeiras Relacionadas à Sustentabilidade, exigindo dados rastreáveis e auditáveis sob o padrão ISSB.
O maior desafio para o Gestor de Compliance não reside apenas nas operações internas, mas na opacidade da cadeia de fornecedores. A fragmentação de dados e a dependência de processos manuais criam gargalos que impossibilitam a asseguração razoável exigida pelos auditores.
O Custo da Invisibilidade: Casos reais que abalaram o mercado (2020-2025)
O monitoramento de fornecedores deixou de ser uma opção ética para se tornar uma barreira de sobrevivência financeira. Nos últimos anos, falhas na homologação de terceiros resultaram em sanções severas:
Trabalho Análogo à Escravidão (2023): O resgate de trabalhadores em Bento Gonçalves expôs como a falta de visibilidade sobre a subcontratação pode gerar multas de milhões (TACs) e boicotes imediatos.
Triangulação de Desmatamento (2024): A prática de “lavagem de gado” em áreas embargadas pelo IBAMA gerou bloqueios de exportação e crises de disclosure para frigoríficos listados.
Gargalos no Setor de Eventos: Falhas na supervisão de terceirizados de logística em grandes festivais mostraram que o risco social está presente em qualquer esteira de prestação de serviços.
Por que a Due Diligence tradicional falha no ESG?
A verificação pontual de fornecedores é insuficiente para atender à Resolução CVM 193, que exige monitoramento contínuo e dados auditáveis. No modelo tradicional, analistas sofrem com a “fadiga de decisão”, saltando entre dezenas de abas para consultar a “Lista Suja” ou certidões do IBAMA. Esse processo manual eleva o AHT (Average Handle Time) e aumenta o risco de falsos negativos.
Automação com raciocínio lógico: O papel dos agentes inteligentes
Para garantir uma cadeia de suprimentos limpa, a VAAS utiliza Agentes Inteligentes equipados com raciocínio lógico.
Extração de Dados Não Estruturados: Nossos agentes processam PDFs complexos de auditorias e sentenças judiciais, convertendo-os em dados estruturados.
Voto da Maioria: Para mitigar alucinações de IA em dados sensíveis, o sistema utiliza o Voto da Maioria, consultando múltiplos modelos para garantir que a informação enviada ao relatório de sustentabilidade seja 100% precisa.
Mesa de decisão: Centralizando o veredito de compliance
A Mesa de Decisão da VAAS transforma o “trabalho de detetive” em uma operação estratégica.
Processo Manual | Infraestrutura VAAS | Impacto ESG |
Consultas esporádicas em bases públicas. | Monitoramento Contínuo via Workflow automatizado. | Mitigação de passivos em tempo real. |
Decisões dispersas em e-mails/planilhas. | Mesa de Decisão centralizada com trilha de auditoria. | Dados prontos para asseguração da CVM. |
Score estático (passou/não passou). | Score Preciso + Reasoning (análise contextual). | Redução drástica de falsos positivos. |
A partir de 2026, o monitoramento ESG torna-se infraestrutura financeira. A VAAS permite orquestrar a inteligência necessária para uma cadeia de suprimentos limpa, transformando o compliance de um centro de custo em uma vantagem competitiva.
Transforme dados ESG em decisões de negócio acionáveis. Descubra como nossa Mesa de Decisão centraliza o monitoramento de terceiros e prepara sua empresa para as novas regras da CVM.
FAQ — Principais Dúvidas
A Resolução CVM 193 aplica-se a todas as empresas?
Inicialmente a companhias abertas, mas o efeito em cascata exige que fornecedores de todos os portes apresentem dados estruturados. Se seu cliente precisa dos dados da sua empresa para compor o relatório, você será naturalmente impactado.
Como o "Voto da Maioria" ajuda?
Ele apoia na validação de informações conflitantes em diferentes bases, garantindo que o dado final no relatório ESG seja verídico e livre de “greenwashing”.
De que forma os Agentes Inteligentes com Reasoning otimizam a auditoria ESG?
Ao contrário de automações lineares, o Reasoning permite que o Agente execute um raciocínio lógico contextual para decompor problemas complexos. Ele analisa documentos não estruturados (como laudos ambientais e PDFs), valida a própria lógica para mitigar alucinações e entrega dados prontos para o dossiê, reduzindo o ciclo de análise de dias para segundos.
É possível customizar os critérios de risco ambiental sem depender de desenvolvimento (TI)?
Sim. Utilizando o Code Hub, o gestor de compliance tem autonomia para criar e editar regras de decisão e regras de score. Se o apetite a risco da empresa mudar ou se o IBAMA criar uma nova categoria de embargo, a regra pode ser atualizada, testada em um ambiente de Draft e publicada instantaneamente.