Introdução
Estamos entrando em um ano cheio de eventos no Brasil em 2026. Entre carnaval, Copa do Mundo, Olimpíadas de Inverno e eleições, temos um que é especial para os profissionais de compliance e gestão de riscos (ainda que menos divertido).
As eleições geram uma demanda muito importante de revisão e atualização do monitoramento de pessoas politicamente expostas. Como a área de Compliance frequentemente lida com restrições de orçamento, nem sempre o potencial completo para atuar está ao alcance, e é necessário otimizar e utilizar boas ferramentas para atingir resultados seguros.
A conformidade com a Circular BACEN 3.978 e a Lei Anticorrupção exige que a identificação de Pessoas Politicamente Expostas (PEPs) seja um processo contínuo e profundo. Em 2026, com o ciclo eleitoral brasileiro, a volatilidade das listas de PEPs e seus estreitos colaboradores (RCAs) atinge o ápice, tornando o monitoramento manual um risco operacional crítico.
O Cenário de Risco em 2026: Por que a Due Diligence é Vital?
A Due Diligence eficiente não se limita a checar uma lista estática. Casos de alta repercussão, como a relação entre entes públicos e privados (ex: Caso Master/BRB), demonstram que o risco reside nas conexões indiretas e no tráfico de influência. Para o Head de Compliance (Orquestrador), o desafio é distinguir o risco real do ruído estatístico em meio a milhares de novas candidaturas e nomeações.
O fluxo manual: Como validar PEPs e riscos relacionados "na mão"
Para analistas que ainda não operam sob uma infraestrutura de decisão, o processo de Enhanced Due Diligence (EDD) exige os seguintes passos:
Coleta de Dados Primários: Identificação rigorosa de Nome, CPFs, CNPJs e vínculos societários.
Consulta ao TSE/TRE: Cruzamento de CPFs com a base de candidatos, doadores de campanha e prestadores de serviço eleitoral.
Mapeamento de Esferas: Verificação de cargos em portais da transparência federais, estaduais e municipais.
Análise de Mídia Adversa: Pesquisa em fontes abertas para identificar citações em processos judiciais ou escândalos de corrupção.
Dossiê de Evidências: Compilação manual de prints e documentos para fins de auditoria.
Tomada de Decisão: Agendamento de reuniões ou coordenação de respostas assíncronas para que a alta liderança tenha acesso ao dossiê e tome a decisão
Monitoramento manual: agendamento manual da recorrência da análise e atualização, exigindo que todas as etapas sejam novamente realizadas, com o risco de descobrir pontos de atenção apenas depois de se concretizarem
A evolução: Orquestração VAAS com agentes inteligentes
A plataforma VAAS transforma esse trabalho braçal em uma operação estratégica, substituindo a “investigação manual” por uma Infraestrutura de Decisão.
Reasoning e Voto da Maioria
Diferente de sistemas legados, a VAAS utiliza o recurso de Reasoning (raciocínio lógico) para interpretar o contexto das conexões políticas. O Agente Inteligente não apenas encontra um nome; ele avalia se a relação do alvo com a figura pública representa um risco de conformidade real.
Para garantir a precisão em dados sensíveis, aplicamos o Voto da Maioria: múltiplos modelos de IA analisam a mesma evidência. O veredito final só é entregue se houver consenso, eliminando “alucinações” e garantindo segurança jurídica.
Etapa | Processo Manual (Piloto) | Orquestração VAAS (Agentes + Reasoning) |
Velocidade | Horas/Dias (Busca manual) | Segundos (Automação via Data Hub) |
Precisão | Sujeito a homónimos | Voto da Maioria (Precisão máxima) |
Escalabilidade | Baixa e dispendiosa | Alta (Monitoramento recorrente automático) |
Dossiê | Fragmentado | Consolidado e Auditável |
Implementação técnica: Code Hub e Mesa de Decisão
A funcionalidade da VAAS é configurada em camadas:
Variáveis Modeladas: No Code Hub, criam-se lógicas (JavaScript) que transformam dados brutos do TSE em indicadores de risco (ex: “Doador de Campanha > R$ 100k”).
Regras de Score vs. Decisão: O sistema atribui um Score (pontuação de risco) e, com base nisso, executa uma Decisão automática ou direciona o caso para a Mesa de Decisão.
Mesa de Decisão: O Analista de Fraude (Piloto) recebe um dossiê pronto, com todos os vínculos políticos já mastigados pelo Reasoning, precisando apenas aplicar o julgamento humano final.
FAQ - Dúvidas frequentes
Como identificar RCAs (Estreitos Colaboradores) de PEPs?
Através do cruzamento de dados societários e o uso de Agentes Inteligentes que mapeiam relações em notícias e documentos oficiais.
O monitoramento de PEPs precisa ser diário?
Em anos eleitorais, a recomendação é o monitoramento recorrente, pois o status de “Candidato” para “Eleito” muda a classificação de risco instantaneamente.
Como a VAAS reduz falsos positivos em PEPs?
Utilizando Variáveis Modeladas que cruzam o CPF com a data de nascimento e o nome da mãe, validados pelo consenso do Voto da Maioria entre IAs.
Conclusão
Em 2026, a conformidade não pode ser um gargalo. Migrar da análise manual para a Infraestrutura de Decisão da VAAS reduz o AHT de dias para segundos e garante que a sua Due Diligence seja à prova de auditorias.
Automatize sua esteira de Due Diligence e garanta conformidade total em segundos.