O monitoramento contínuo de terceiros é o processo de vigilância ininterrupta da saúde jurídica e reputacional de uma rede de franqueados, indo muito além da checagem inicial feita na assinatura do contrato. Em um modelo de expansão acelerada, confiar apenas na “foto do momento” do onboarding é um risco estratégico que expõe a franqueadora a crimes ambientais, fraudes e corrupção cometidos por parceiros na ponta da operação.
Conforme estabelece a Lei Anticorrupção (Lei 12.846/13), a matriz possui responsabilidade objetiva, o que significa que a marca pode responder legalmente e financeiramente por atos ilícitos de seus franqueados, independentemente de ter conhecimento prévio sobre a irregularidade. Para mitigar esses danos, a VAAS oferece uma infraestrutura de decisão que automatiza a varredura de listas restritivas e mídias negativas em tempo real, transformando o compliance em um pilar de sustentabilidade e proteção da marca.
O Gargalo do Onboarding Estático nas Franquias
A aprovação de um franqueado baseada apenas em uma consulta pontual no momento da adesão é insuficiente para garantir a integridade da rede a longo prazo. O risco de imagem é latente: um parceiro que comete um crime ambiental ou uma fraude meses após a contratação pode estampar manchetes negativas que atingem diretamente o valor de mercado da franqueadora. Processos manuais de checagem, baseados em trocas de PDFs e certidões estáticas, geram pontos cegos de fraude e falhas de visibilidade sobre quem são os verdadeiros sócios das empresas que representam a marca na ponta.
Responsabilidade Objetiva e a Lei Anticorrupção (Lei 12.846/13)
A conformidade em redes de franquia não é opcional, mas uma exigência de blindagem jurídica. A Lei 12.846/13, conhecida como a Lei da Empresa Limpa, estabelece a Responsabilidade Objetiva: se um franqueado pagar propina ou se envolver em corrupção para beneficiar a operação em nome da marca, a franqueadora responde solidariamente.
- Multas Severas: O descumprimento pode resultar em multas de até 20% do faturamento bruto da companhia.
- Due Diligence Rigorosa: A lei exige que a matriz realize uma investigação profunda e constante sobre seus parceiros para mitigar riscos legais.
- Prevenção a Lavagem de Dinheiro: Para franqueadoras ligadas a holdings ou fundos de investimento, a Resolução CVM 50 obriga a prevenção à lavagem de dinheiro (PLD) em todos os ativos e parceiros.
Os Pilares do Monitoramento Contínuo de Terceiros
Para garantir que a estratégia de risco seja coesa, a jornada de decisão deve ser centralizada em um único motor de orquestração que elimine silos de dados.
- Descoberta de UBO (Beneficiário Final): O uso de algoritmos avançados permite “descascar” as camadas de holdings para identificar o dono real por trás do CNPJ, evitando a entrada de “laranjas” na rede.
- Varredura ESG e Listas Restritivas: O monitoramento constante em listas de trabalho escravo e embargos ambientais é vital conforme a Resolução BACEN 4.945/21, que avalia riscos sociais e climáticos.
- Mídias Negativas: A plataforma realiza a triagem de notícias ruins e processos judiciais para identificar riscos reputacionais antes que eles se tornem uma crise de marca.
Automação vs. Processos Manuais na Gestão de Canais
A substituição de verificações manuais por agentes de IA e fluxos de decisão sem código (no-code) libera o Analista de Cadastro para focar em casos complexos, enquanto a automação assume o trabalho braçal.
| Funcionalidade | Processo Tradicional (Manual) | Orquestração VAAS |
| Tempo de Análise |
Dias ou semanas em trocas de e-mails.
|
Aprovação em segundos através de fluxos automatizados.
|
| Dados |
Consultas manuais em bureaus e sites do governo. |
Integração de todos os fornecedores em uma única API. |
| Recorrência |
Estática (apenas na admissão). |
Monitoramento 24/7 com alertas imediatos de risco. |
| Autonomia |
Dependência de TI para mudar regras de risco. |
Gestão total pelo time de Risco sem código. |
Perguntas Frequentes sobre Monitoramento de Terceiros (FAQ)
1. Qual a diferença entre Background Check e Monitoramento Contínuo?
O Background Check é uma consulta pontual realizada, geralmente, no onboarding para validar o histórico do parceiro. Já o Monitoramento Contínuo é uma vigilância recorrente que emite alertas automáticos caso o franqueado ou sócio entre em uma lista suja, sofra um processo criminal ou mude seu perfil de risco após a assinatura do contrato.
2. Como a VAAS ajuda na identificação de "laranjas" em redes de franquias?
A VAAS utiliza algoritmos de orquestração de dados para realizar a descoberta de UBO (Beneficiário Final), mapeando toda a estrutura societária até encontrar a pessoa física que detém o controle real da empresa. Isso evita que franqueados utilizem empresas de fachada para ocultar impedimentos legais.
3. O monitoramento de franqueados fere a LGPD?
Não, desde que realizado com finalidade legítima de prevenção à fraude e segurança, conforme as diretrizes da Lei 13.709/18. A VAAS utiliza consultas estruturadas em bases oficiais para garantir que a verificação de antecedentes e conduta respeite os limites legais e a privacidade dos dados.
4. Quais regulações exigem o monitoramento de parceiros e fornecedores?
As principais são a Lei Anticorrupção (12.846/13), que estabelece responsabilidade objetiva sobre atos de terceiros , a Resolução CVM 50 para prevenção à lavagem de dinheiro e a Resolução BACEN 4.945/21, que foca no gerenciamento de riscos ESG na cadeia de parceiros.
Conclusão:
O monitoramento contínuo transforma o compliance de um centro de custo em uma vantagem estratégica para franqueadoras. Ao adotar uma infraestrutura de decisão que une KYP (Know Your Partner) e monitoramento ativo, a matriz não apenas se blinda contra multas da Lei Anticorrupção, mas também garante uma expansão sustentável e acelerada. A centralização de dados e a automação de processos permitem que o Head de Compliance e o Diretor de Operações mantenham o controle total sobre a integridade da rede, eliminando gargalos operacionais e protegendo o valor da marca perante o mercado.
Automatize sua esteira de monitoramento com a VAAS
A VAAS é a infraestrutura de decisão que unifica dados de mais de 40 fontes, biometria e agentes de IA em fluxos No-Code. Nossa tecnologia permite que sua equipe de riscos ajuste regras de aprovação e bloqueio em minutos, garantindo o rastro de auditoria exigido pelo Banco Central e a blindagem necessária contra as novas táticas de fraude.