No cenário regulatório brasileiro, a Matriz de Risco PLD-FT deixou de ser um documento estático para se tornar o motor central da governança corporativa. Conforme exigido pela Circular BACEN 3.978/20 e pela Resolução BCB 119/2021, instituições financeiras e de pagamento devem implementar mecanismos que identifiquem e qualifiquem o risco de lavagem de dinheiro e financiamento ao terrorismo em todas as suas contrapartes.
O desafio atual dos gestores não é apenas cumprir a norma, mas fazê-lo sem paralisar a operação. Uma matriz mal estruturada gera um volume insustentável de falsos positivos, elevando o Custo de Aquisição de Cliente (CAC) e sobrecarregando os analistas com processos manuais e repetitivos. Este guia detalha como estruturar sua matriz de forma técnica, garantindo a conformidade regulatória e transformando a segurança em uma vantagem competitiva para o negócio.
Em qual etapa do processo de PLD ocorre a classificação de risco?
A classificação de risco não é um evento isolado, mas o resultado de uma jornada técnica de orquestração de dados. Ela ocorre imediatamente após a etapa de Identificação e Qualificação (KYC/KYB), onde os dados coletados são cruzados com políticas de risco pré-definidas para gerar um score.
Conforme a Circular 3.978, a instituição deve classificar seus clientes nas categorias de risco Baixo, Médio ou Alto antes de efetivar o relacionamento. Esse processo deve ser dinâmico: a inteligência gerada no onboarding deve alimentar o monitoramento contínuo de forma automática, permitindo que o risco seja reavaliado a cada nova transação ou alteração cadastral.
Os 3 Pilares de uma Matriz de Risco Robusta
Para que a VAAS transforme a segurança em vantagem competitiva, a matriz de risco deve ser sustentada por três pilares fundamentais que eliminam pontos cegos e garantem blindagem regulatória.
1. Identificação Profunda: KYC, KYB e UBO
A base da matriz é a certeza sobre a identidade real do cliente ou parceiro:
- Pessoa Física (KYC): Deve incluir validação inequívoca através de biometria facial (liveness), comparação documental (OCR) e checagem em listas restritivas.
- Pessoa Jurídica (KYB/KYS): A matriz deve ser capaz de “descascar” camadas societárias para identificar o Beneficiário Final (UBO), mitigando o risco de envolvimento com empresas de fachada.
- Normatização: A Resolução 119/2021 exige que Instituições de Pagamento mantenham dados cadastrais atualizados e compatíveis com o perfil financeiro do cliente para prevenir lavagem de dinheiro.
2. Análise de Perfil e Capacidade Financeira
A matriz deve cruzar os dados de identificação com o histórico financeiro e reputacional.
- Listas Restritivas e Mídia Negativa: Varredura em listas de sanções, PEP (Pessoas Expostas Politicamente) e monitoramento de notícias ruins para evitar danos à marca.
- Risco ESG: Avaliação de passivos ambientais ou envolvimento com trabalho escravo, conforme a Resolução BACEN 4.945/21.
- Segmentação: A VAAS permite criar fluxos de decisão visuais (no-code) que aplicam regras específicas para diferentes segmentos, como Fintechs, Varejistas ou Bets.
3. Monitoramento Contínuo e Gestão de Alertas
O compliance reativo é o “Inimigo” da operação moderna. Uma matriz eficiente utiliza Agentes de IA para monitorar riscos em tempo real.
- Sinais de Alerta: A plataforma deve disparar notificações se um cliente aprovado hoje for incluído em uma lista suja amanhã.
- Rastreabilidade e Auditoria: Cada decisão deve gerar um dossiê probatório automático, permitindo auditoria em um clique e garantindo conformidade com as exigências do COAF.
Matriz de Risco: Gestão Manual vs. Orquestração VAAS
Abaixo, comparamos a eficiência entre o modelo tradicional (burocracia manual) e a infraestrutura de decisão automatizada.
| Atividade | Processo Manual (Tradicional) | Orquestração VAAS |
| Coleta de Dados |
Múltiplos logins em bureaus e planilhas. |
Todos os fornecedores em uma única API. |
| Identificação de UBO |
Análise manual de contratos e holdings. |
Algoritmo que identifica o dono real em segundos. |
| Alteração de Regras |
Dependência de fila de TI e código. |
Autonomia total no-code para o time de Risco. |
| Monitoramento |
Revisional periódico manual. |
Monitoramento ativo e alertas em tempo real. |
| Tempo de Análise |
Dias para aprovação. |
Segundos para decisão pronta. |
FAQ: Perguntas Frequentes sobre Matriz de Risco PLD-FT
1. Qual a diferença entre PLD e FT na matriz de risco?
PLD (Prevenção à Lavagem de Dinheiro) foca em identificar a origem ilícita de recursos que tentam ingressar no sistema financeiro. Já FT (Financiamento ao Terrorismo) monitora o destino dos recursos, visando impedir que ativos, mesmo de origem lícita, sejam utilizados para custear atos terroristas ou organizações criminosas.
2. O que a Circular BACEN 3.978/20 exige sobre monitoramento?
A norma exige que as instituições implementem procedimentos de monitoramento, seleção e análise de operações suspeitas. Isso inclui a classificação de risco do cliente e a necessidade de que o monitoramento seja contínuo e compatível com o perfil financeiro e a atividade econômica do usuário.
3. Como a Resolução BCB 119/2021 impacta Instituições de Pagamento?
A Resolução 119/2021 estabelece que Instituições de Pagamento devem seguir diretrizes rigorosas de identificação e qualificação. Elas são obrigadas a realizar a coleta de dados cadastrais completa e a identificação do Beneficiário Final (UBO) para mitigar o uso de empresas de fachada ou “laranjas”.
4. O que acontece se a empresa não identificar o Beneficiário Final (UBO)?
A falha na identificação do UBO expõe a empresa a riscos de conformidade com a Lei Anticorrupção (Lei 12.846/13), que estabelece responsabilidade objetiva. Isso significa que a instituição pode responder juridicamente por atos de seus parceiros ou fornecedores, enfrentando multas de até 20% do faturamento.
Conclusão:
A construção de uma Matriz de Risco PLD-FT eficiente é o que separa empresas que apenas cumprem tabela daquelas que escalam com integridade. Ao unir a conformidade exigida pela Circular 3.978 e Resolução 119 com uma infraestrutura de decisão automatizada, o compliance deixa de ser um entrave operacional para se tornar um motor de eficiência.
A VAAS oferece a tecnologia necessária para que Heads de Compliance e Gestores de Riscos eliminem processos manuais, reduzam falsos positivos e obtenham um dossiê probatório completo em segundos. Em um mercado onde a agilidade é vital, ter uma jornada de decisão centralizada é a única forma de garantir segurança sem sacrificar o crescimento.
Sobre a VAAS
A VAAS é uma plataforma de orquestração de dados e decisões que automatiza a gestão de compliance, crédito e fraude. Atuamos como a infraestrutura tecnológica que permite a empresas de médio e grande porte aprovarem clientes e parceiros em segundos, transformando a segurança em uma vantagem competitiva estratégica.
Nossa proposta de valor foca em eliminar a burocracia manual do compliance tradicional, substituindo o “achismo” e processos reativos por uma operação ágil, escalável e blindada tecnicamente.
O que nos diferencia:
- Hub de Dados Unificado: Integramos todos os fornecedores de dados e bureaus em um único lugar, eliminando a necessidade de múltiplas homologações, contratos e faturas fragmentadas.
- Flexibilidade No-Code: Oferecemos um motor de decisão visual que permite ao Head de Compliance criar, testar e publicar regras de negócio em minutos, sem depender de filas de prioridade do time de TI.
- Automação com IA: Utilizamos Agentes de IA para assumir tarefas repetitivas, como a extração de dados de documentos e checagem de antecedentes, reduzindo drasticamente o erro humano e os custos operacionais.
- Visão Holística do Risco: Unificamos as jornadas de KYC (Cliente), KYB/KYS (Fornecedor), KYP (Parceiro) e KYE (Funcionário) em uma única plataforma, garantindo rastreabilidade total e conformidade com normas como a Circular BACEN 3.978 e a Resolução CVM 50.
A VAAS combina o rigor de um auditor com a visão estratégica de um arquiteto de negócios, servindo como a fundação para que empresas cresçam com integridade e agilidade.
Conclusão
A construção de uma Matriz de Risco PLD-FT eficiente é o que separa empresas que apenas cumprem tabela daquelas que escalam com integridade. Ao unir a conformidade exigida pela Circular 3.978 e Resolução 119 com uma infraestrutura de decisão automatizada, o compliance deixa de ser um entrave operacional para se tornar um motor de eficiência.
A VAAS oferece a tecnologia necessária para que Heads de Compliance e Gestores de Riscos eliminem processos manuais, reduzam falsos positivos e obtenham um dossiê probatório completo em segundos. Em um mercado onde a agilidade é vital, ter uma jornada de decisão centralizada é a única forma de garantir segurança sem sacrificar o crescimento.
Sobre a VAAS
A VAAS é uma plataforma de orquestração de dados e decisões que automatiza a gestão de compliance, crédito e fraude. Atuamos como a infraestrutura tecnológica que permite a empresas de médio e grande porte aprovarem clientes e parceiros em segundos, transformando a segurança em uma vantagem competitiva estratégica.
Nossa proposta de valor foca em eliminar a burocracia manual do compliance tradicional, substituindo o “achismo” e processos reativos por uma operação ágil, escalável e blindada tecnicamente.
O que nos diferencia:
Hub de Dados Unificado: Integramos todos os fornecedores de dados e bureaus em um único lugar, eliminando a necessidade de múltiplas homologações, contratos e faturas fragmentadas.
Flexibilidade No-Code: Oferecemos um motor de decisão visual que permite ao Head de Compliance criar, testar e publicar regras de negócio em minutos, sem depender de filas de prioridade do time de TI.
Automação com IA: Utilizamos Agentes de IA para assumir tarefas repetitivas, como a extração de dados de documentos e checagem de antecedentes, reduzindo drasticamente o erro humano e os custos operacionais.
Visão Holística do Risco: Unificamos as jornadas de KYC (Cliente), KYB/KYS (Fornecedor), KYP (Parceiro) e KYE (Funcionário) em uma única plataforma, garantindo rastreabilidade total e conformidade com normas como a Circular BACEN 3.978 e a Resolução CVM 50.
A VAAS combina o rigor de um auditor com a visão estratégica de um arquiteto de negócios, servindo como a fundação para que empresas cresçam com integridade e agilidade.