Milhares de alertas por mês, e um dossiê montado à mão para cada um
A Dock recebe de 3 a 4 mil alertas por mês, gerados pelo monitoramento de movimentações e de comportamento transacional dos clientes. Esse trabalho faz parte do processo de Monitoramento, Seleção, Análise e Comunicação (MSAC), o modelo que o Banco Central define nas regras de prevenção à lavagem de dinheiro para instituições reguladas.
Cada caso selecionado exige a avaliação de dados cadastrais, comportamentais e transacionais do cliente, além de informações das contrapartes quando aplicável. Os analistas avaliam os indícios, o contexto das movimentações e o comportamento transacional, e formalizam as conclusões em um dossiê. Quando a análise identifica elementos que configuram suspeita, é esse dossiê que fundamenta a comunicação ao Coaf.
Antes da automação, o analista buscava, baixava, extraía e organizava todas essas informações manualmente. Cada caso levava de 3 a 4 horas, e a maior parte desse tempo ia para a montagem do dossiê, não para a análise em si.
Triagem por matriz de risco e dossiê montado com inteligência artificial
A Dock passou a usar a plataforma de gestão de riscos da VAAS em duas frentes.
Matriz de risco como camada de triagem. Desenvolvida na plataforma da VAAS, a matriz atua antes da avaliação de risco. A partir de dados das contas, do perfil dos clientes e do comportamento transacional, ela prioriza os casos com sinais de atipicidade ou outros fatores de risco.
Dossiê montado com inteligência artificial. A VAAS aplica IA na coleta, consolidação e estruturação das informações usadas na avaliação de risco. A etapa de buscar e organizar dados, antes manual, passou a ser automatizada.
A avaliação dos indícios e a decisão sobre comunicar às autoridades continuam sob responsabilidade dos analistas da Dock. A tecnologia executa a triagem e a estruturação das informações.
Antes, o analista buscava, baixava, extraía e organizava as informações de forma manual para montar o dossiê. Agora essa etapa é automatizada, e o analista concentra o trabalho na avaliação dos indícios e no contexto de cada caso.
De 3 a 4 horas para cerca de 10 minutos por caso
O tempo necessário para avaliar um caso de movimentação suspeita e, quando necessário, comunicá-lo ao Coaf caiu de 3 a 4 horas para cerca de 10 minutos. A redução é de 96%, aplicada a um volume de 3 a 4 mil alertas por mês.
O ganho mudou também onde o time gasta o tempo:
- Análise no lugar de montagem. A coleta e a organização das informações ficaram com a tecnologia. O analista começa o caso com o dossiê estruturado e dedica o tempo à avaliação dos indícios e do contexto.
- Prioridade para o que tem risco. A matriz de risco organiza a fila a partir de sinais de atipicidade, então os casos mais relevantes chegam primeiro.
- Decisão humana preservada. A decisão sobre comunicar às autoridades continua com os analistas da Dock, como prevê o modelo de PLD do Banco Central.



